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01 Jul 2013

Capitulo 1 – Paraíso

Postado por em Alvorada, Manuscritos 225 8

 Alvorada - Capa - Hugo Mendes

 Presente

O Paraíso é o lar dos anjos. Um lugar cheio de luz e paz com seus castelos enormes e belos, feitos de ouro e mármore. Seus habitantes, alados e gloriosos, voavam de um lado para o outro, treinando, conversando e administrando a Terra. Não havia lugar no universo que ultrapassasse o Paraíso em beleza.

O solo era firme, mas parecia fino e delicado, com uma névoa colorida correndo por todo o local. Árvores enormes e cheias de frutos deliciosos se erguiam por toda a parte. Colinas lotadas de celestes se esticavam pela planície do Céu.

Quem liderava o Paraíso eram os poderosos cinco arcanjos, irmãos e seres dotados de uma glória imensurável e poder igualmente grande. Imponentes e belos, nunca foram derrotados, pois nunca nenhum ser no universo foi capaz de desafiá-los. São eles: Miguel, o Guerreiro Azul e Príncipe do Paraíso, também o mais poderoso dos irmãos, Gabriel, o Sereno, Lúcifer, a Estrela Brilhante ou Arcanjo das Trevas, Rafael, o Bondoso e Uziel, o Bravo.

Eles vivem no Palácio dos Arcanjos no segundo ponto mais alto do Céu, de onde todo o Paraíso pode ser observado.

Todos os quatro arcanjos, exceto Lúcifer, que se encontrava no Inferno, estavam no salão logo à entrada, sentados em seus tronos, formando uma meia lua com Miguel no meio. À sua direita se encontrava Gabriel, à esquerda um trono vazio, pertencente à Lúcifer, e à esquerda desse, Uziel. À direita de Gabriel se sentava Rafael.

Todos estavam ali reunidos a fim de decidir o que fazer em relação a boatos tão estrondosos que haviam chegado aos ouvidos do Guerreiro Azul.

Miguel se levantou dando vista à sua majestosa armadura dourada e completa, brilhando com toda sua glória. As suas asas eram enormes, originalmente brancas, ficavam douradas devido ao brilho da armadura. Seus cabelos longos e negros caíam sobre as costas e os olhos azuis mar fitavam o salão à frente, pensativo. O rosto severo como de um líder em uma guerra deveria ser. E também como de um soturi, um anjo guerreiro que nada teme.

- Irmãos – começou o Guerreiro Azul –, me parece que uma grande batalha se aproxima, pois ouvi boatos sobre grande movimentação no Inferno, devido a uma suposta convocação que nosso irmão, Lúcifer, fez às suas crias, e que todo tipo de demônio, dos cantos mais obscuros do Inferno, estão se deslocando ao Castelo dos Ossos a fim de se separar as castas e montar exércitos para a batalha final. E eu não vejo vantagem alguma, para nenhum ser, plantar tal boato nesse momento em que se aguarda com tanto anseio o despertar do Pai.

- De fato – respondeu Gabriel. – Não faz sentido Lúcifer se movimentar nesse momento, creio que ele também anseie pelo despertar.

Gabriel trajava sua armadura completa de prata reluzente, as asas brilhavam em um tom prateado exuberante, os cabelos eram negros e cacheados caindo por sobre os ombros. Ele tinha um olhar amigável naqueles olhos verdes como grama. O Sereno era um elementti, controlador dos elementos, e como arcanjo, controla todos eles.

- Não creio que ele anseie tanto pelo despertar – respondeu Rafael. – Acredito mais que ele tema o julgamento.

Rafael trajava uma simples túnica azul clara e suas asas, brancas como leite, eram enormes, macias e delicadas. Seus cabelos cacheados e loiros desciam pelas costas até a metade. O arcanjo era chamado de o Bom, principalmente porque era da espécie dos hyväs, anjos conhecidos por repudiarem qualquer tipo de violência.

- Uziel, meu querido irmão, disse-me que teria noticias de seu informante, pode compartilhá-las conosco? – Pediu o príncipe.

- Baseado em informações coletadas por ele e seu testemunho próprio, há grande movimentação no Inferno de um canto a outro e está tudo uma bagunça, mas ele garante que em breve estará tudo acertado para a batalha que o A Estrela Brilhante está planejando.

- Então devemos nos apressar também e convocar as tropas – sugeriu Miguel. – No entanto, vamos nos recatar quanto a isso, temos apenas informações baseadas em boatos e informantes desconhecidos, não vamos nos equivocar.

Uziel trajava sua armadura completa e prateada, suas asas eram as mais brutas dentre os irmãos, porém, igualmente enormes e elas brilhavam num tom prateado, também devido ao brilho da armadura. Os cabelos eram negros e lisos, presos em um rabo e indo até pouco abaixo dos ombros.

- Concordo – respondeu Gabriel. – Uma grande movimentação de nossas tropas com certeza fará mais alvoroço do que a movimentação no Inferno. Digo para esperarmos informações mais consistentes a fim de não provocarmos uma guerra sem precisar.

- Duvidam de minhas informações? – Perguntou Uziel, meio nervoso.

- Tenho certeza de que se conhecêssemos seu informante, você receberia muito mais créditos por tais informações – devolveu o elementti. – Ou não.

Uziel encarou O Sereno por dez segundos demorados e se virou para Miguel.

- Tenho total confiança em meu informante – disse Uziel –, e tenho certeza de que Lúcifer está se movendo neste exato momento e está à nossa frente. A última coisa com que devemos nos preocupar é com um mero informante. – O soturi se levantou bruscamente e continuou: – Digo para convocarmos as tropas imediatamente a fim de estarmos totalmente preparados para qualquer tipo de ataque.

- Tenha calma, Uziel – disse Miguel, calmo como águas paradas –, não devemos nos equivocar, tenho certeza de que esse informante é confiável, afinal é um trabalho extremamente perigoso, no entanto uma convocação prematura de nossas tropas acarretaria em uma guerra que seria causada por nós pelo fato de termos convocado as tropas antes de nosso irmão. Deixemos a Estrela Brilhante fazer seu primeiro movimento, vamos observar por ora e no momento certo atacaremos. Sente-se, por favor, Uziel, não é sensato se basear apenas com o que temos para fazermos uma convocação, aguardemos informações mais consistentes.

E Uziel sentou-se.

- Deveríamos selecionar alguns poucos anjos para atuar na Terra – disse Gabriel –, trabalhando como espiões, para termos uma ideia de como os humanos estão reagindo a tal deslocamento no Inferno.

- Apoio a sua ideia irmão – disse Rafael –, também será de suma importância estar a par de onde Lúcifer pretende emergir sobre a Terra, já que ele não tem como, penso eu, chegar ao paraíso diretamente, para isso ele teria que encontrar alguma porta na Terra, e temos de protegê-las a todo custo, até porque será lá que a batalha ocorrerá.

- De fato irmãos – respondeu Miguel. – Gabriel selecione os anjos de que precisa e que não sejam muitos para não causarmos muito alarde, afinal mandar anjos para a Terra para guardar melhor as portas e espionar possíveis movimentações de demônios é tão provocador como uma convocação. – o soturi deu uma pausa, aguardando a confirmação do elementti, quando a conseguiu, continuou: – Essa operação deve ser, e tenho certeza de que será, toda e completamente sigilosa, de conhecimento restrito aos soldados e aos presentes neste salão e qualquer tipo de vazamento será punível de encarceramento e será conhecido como traidor. Alguma objeção? – Quando ninguém disse nada, o Guerreiro Azul se levantou, despediu-se de seus irmãos e saiu pela grande porta de ouro.

Quanto à rede de espionagem, Rafael selecionou três anjos para a América, quatro anjos para a Europa, mais três anjos para a África, mais quatro anjos para a Ásia e dois para a Oceania.

Uziel desceu à Terra para encontrar com seu informante a fim de obter mais informações sobre as supostas movimentações das castas demoníacas de Lúcifer.

Miguel se encaminhou para a parte de trás do Palácio onde descansava o Pai, o Todo Poderoso, o Criador de todas as coisas. O Príncipe sempre ia até o Pai para buscar conselhos, mesmo não recebendo nenhuma resposta.

Ele sempre foi um Arcanjo poderosíssimo, venceu Lúcifer na rebelião, e reinou no Céu desde o adormecer do Pai. Sua espada e companheira eterna se chama Fogo Azul, pois brilha com uma chama azul poderosa. Ela é capaz de partir ao meio praticamente qualquer espada do universo. Curiosamente a mesma luz azul que emana da espada, também emana do Templo onde o Criador adormece, onde nenhum anjo, salvo os arcanjos, tem permissão para entrar e contemplar o Pai em seu sono.

O Templo do Criador, que fica na parte de trás do Palácio dos Arcanjos, no ponto mais alto do Paraíso, é uma construção enorme rodeada de pilastras. Há um portão enorme que brilha com uma luz azulada, acessível por uma escadaria de mármore branco igualmente enorme, toda ladeada por estátuas dos arcanjos e de anjos de todos os tipos. No alto da escadaria há um mosaico exuberante com o Paraíso curiosamente visto de cima. Curioso porque o paraíso seria o ponto máximo do universo, o limite, o fim ou o começo, dependendo do ponto de vista, então quem estaria olhando de cima?

Ah o Paraíso, uma lembrança constante de que todos são iguais vistos de cima por um mesmo criador, refletiu o Príncipe.

Mas ao chegar ao topo da escada, acima do mosaico, ao invés de entrar, ele se virou para o lado do Palácio e do Paraíso tendo uma visão magnífica. Era como enxergar o próprio Pai.

Criados a imagem e semelhança do Pai, pensou Miguel.

Ele observou o Palácio com toda a sua glória, emanando uma luz branca e pura. Duas Torres na parte de trás se erguendo mais alto que os prédios à frente, toda de mármore branco. Os prédios também eram de mármore, mas com uma mistura de azul com branco como um mosaico sem uma forma definida, um complexo infinitamente glorioso, se igualando à glória dos arcanjos. À frente dos prédios, ainda fazendo parte do complexo, um grupo de prédios pequenos, se comparados aos demais, porém, ainda enormes, se destacavam por serem feitos puramente de ouro, emanando uma energia dourada magnífica. Mais à frente ficava o limite do complexo e ao invés de uma muralha protegendo a cidade, havia uma espécie de tecido transparente de energia transformando o complexo numa espécie de cúpula.

O portão gigantesco era todo de ouro, com detalhes em azul e branco e uma estrela de cinco pontas de ouro bem no meio, com cada ponta simbolizando os cincos arcanjos. É curioso observar que quando o portão se abre os arcanjos se separam, com a primeira ponta se partindo ao meio e dois vão para um lado, dois vão para o outro.

- Ó Pai, Todo Poderoso – orou Miguel -, nos dê força para a batalha que está por vir, pois o Arcanjo das Trevas se reergue contra o Paraíso e atacará com todas as forças. Dê-me conselhos Pai, ajude-nos neste tempo de ansiedade. Ó Pai, erga-se de Teu sono, e julgue, julgue a todos, salve-nos do A Estrela Brilhante, pois só o Senhor tem o poder para tal, destrua todas as sombras deste universo com toda a Tua glória e livre-nos deste destino tão cruel.

Em seguida Miguel contemplou as planícies do Céu, as nuvens, os anjos brilhantes em suas armaduras e túnicas, sempre treinando ou trabalhando. Esse era o Paraíso, no sentido literal da palavra, o lugar de refúgio, a casa dos anjos e almas puras que vinham da Terra. Porém cada vez menos almas chegam ao Paraíso devido ao decaimento da raça-humana ao longo dos tempos.

Ao Longe, no limite do horizonte o soturi enxergou o Elísio, um pavilhão de entrada ao lugar para onde as almas iam, e que igualmente ao Templo do Criador, apenas os arcanjos têm permissão de entrar, porém, raramente o fazem.

Lá os humanos vivem em paz, alheios ao mundo e alheios à guerra, estão felizes e assim seria até o fim dos tempos. Ou não.

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Gabriel se encaminhou para a Fortaleza Elementar a fim de descansar e pensar no que fazer a seguir.

A Fortaleza era constituída por uma muralha gigantesca de mármore vermelho, no lado de dentro, cinco torres altas se posicionam de forma que se ligadas umas às outras por uma linha, dá forma a uma estrela de cinco pontas. No meio há o edifício principal onde O Sereno se encontrava a maior parte do tempo.

Quando o arcanjo chegou perto do grande portão de bronze, com o desenho de uma bola de fogo esculpida no meio, que de fato cuspia fogo, ele se abriu imediatamente.

Já no salão principal, onde o trono de Gabriel se erguia majestoso como o dono, emanando uma energia branca, todo esculpido com formas de labaredas, o elementti sentou-se e relaxou, enfim sozinho, consigo mesmo, com tempo para pensar no que fazer e parar para pensar em um plano para proteger o Céu e todos os seus irmãos de um ataque em massa de Lúcifer.

Gabriel sempre fora o mais tranquilo de todos os arcanjos, e se ele estava ansioso com essa situação, e achava que mesmo com apenas boatos, os arcanjos deveriam se mover, porque todos os seres têm uma ligação, os humanos reagem psíquica e fisicamente aos grandes episódios que se passam no Céu e no Inferno, assim como os anjos sentem quando algo está fora do lugar, eles ficam ansiosos, à espera de algo grande.

Os demônios ficam alvoroçados, muito agitados, talvez por isso a bagunça que se ouve falar no Inferno. E todos os sintomas estão sendo apresentados, apenas os humanos seguem indiferentes, talvez porque o Paraíso ainda não se manifestara completamente. Na verdade, nem um terço do Paraíso se manifestara quanto aos boatos e Gabriel começava a pensar no mesmo que Uziel. Deveriam agir logo, se antecipar ao Arcanjo das Trevas e arrancar o mal pela raiz. Mas não era tão fácil assim. Quem dera fosse. Se os anjos agissem primeiro, seriam culpados de iniciar a guerra e com o despertar do Pai supostamente se aproximando, ser culpado agora não era uma boa hora, além disso, não é tão simples invadir o Inferno, na verdade, se os anjos descessem ao Inferno, com certeza eles seriam esmagados. A batalha teria de ser na Terra, pois no Paraíso, os anjos esmagariam os demônios e aí é que estava um dos x da questão, porque se Lúcifer tem a intenção de tomar o Céu, ele deve ter alguma carta na manga, não tem jeito de ele vencer atacando de frente, na verdade ele precisa ter uma carta na manga se quiser ter alguma chance de vitória.

De súbito, a grande porta do salão principal se abriu revelando O Bom de Deus.

- Irmão – falou Rafael –, creio que esteja cansado, mas gostaria de abordar um assunto um tanto peculiar no momento.

- Prossiga. – respondeu o elementti.

O que será que ele quer? Não vê que estou exausto?

- Com toda essa tensão aqui no Paraíso e no Inferno, acredito que os humanos não tardarão a sentir essas movimentações – começou o Bom. – E quem sabe possa começar uma guerra na Terra entre os homens?

- Irmão… – começou Gabriel, que como os outros arcanjos, a salvo de Rafael que sempre teve certo fascínio sobre a raça humana, sempre fora indiferente aos humanos – Mesmo que eu o acompanhasse com essa preocupação, creio que Miguel não iria mover nem um dedo a favor dos humanos agora, afinal nossa própria raça, segundo boatos bem fortes, está ameaçada.

Rafael, dentre os arcanjos sempre fora o que mais gostara dos humanos, com sua persistência sendo um dos motivos mais importantes que resultaram nessa admiração, essa vontade que os humanos têm de viver, o jeito com que os humanos lutam contra todas as chances.

Mas agora, se a guerra realmente acontecesse, eles estariam condenados, a Terra seria o palco principal e não teria jeito de haver sobreviventes. Eles seriam esmagados como insetos no meio de uma batalha de gigantes, nem suas bombas atômicas os protegeriam nesse momento, nem ao menos atrasar as duas tropas iriam conseguir e Rafael queria mudar isso de algum jeito, por isso mandara espiões à Terra, a fim de coletar informações sobre movimentações demoníacas, sim, mas também de achar alguma coisa, algum segredo ou qualquer coisa do tipo que seja capaz de salvá-los.

- Entendo que deveríamos nos preocupar com nossas peles, claro – respondeu Rafael. – Mas acredito que proteger os humanos seja também nosso dever. Peço para destacar alguns anjos a fim de protegê-los, pelo menos um pouco, dessa guerra, afinal eles são o legado do Pai, Ele não os criou com o intuito de serem esmagados por causa de uma guerra entre anjos e demônios que não deveria ter nada a ver com eles.

- Mesmo se eu dissesse sim para você irmão – disse O Sereno –, ainda teria que convencer Miguel, e estou convencido de que ele nunca iria abrir mão de anjo algum para proteger os humanos. Ele tem preocupações maiores do que salvar os humanos, ele precisa salvar o Paraíso e isso é prioridade agora, então por gentileza irmão, poderia se retirar? Realmente preciso descansar.

- Sim, me retirarei – respondeu o Bom –, mas pode ter certeza que não desistirei até que os humanos sejam protegidos devidamente, pois o Pai dedicou seus últimos momentos a criá-los e não pôde ter sido em vão, reflita sobre isso Gabriel.

- Refletirei querido irmão e lhe desejo sorte nessa empreitada.

Rafael saiu da Fortaleza nervoso, não acreditava em como os irmãos tinham tão poucos sentimentos pelos humanos. Seres tão únicos, tão resistentes, porém, isso não seria o suficiente nessa possível guerra.

Se ao menos houvesse um jeito de fazer com que Miguel precise dos humanos, pensou Rafael.

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Comments

  1. Parabéns Hugo….gostei e continuarei acompanhando….muito bom!

    Post By Elizabeth
  2. Parabéns, Humo Mendes! Muito interessante, gostei e vou acompanhá-lo.
    Abraços fraterno para ti1

    Post By Shirley
  3. Pingback: A Última Guerra – Prólogo | Manuscritos Coletivos

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